ADOLESCENTES BANDIDOS DO CEARÁ

Um terço dos presos por ataques no Ceará é adolescente

Um em cada três presos suspeitos de envolvimento nos ataques no Ceará é adolescente. É o que consta em levantamento feito pela Defensoria Pública Estadual. Pelo menos 358 pessoas já foram detidas sob acusação de participarem das ações criminosas no estado, que completou 12 dias seguidos de ataques no último domingo (13).

As denúncias apontam que facções criminosas estão aliciando jovens e adultos com pagamentos de R$ 1 mil pela queima de veículos e até R$ 5 mil para explosão de viadutos — houve um ataque a uma ponte que liga os bairros Bonsucesso, Conjunto Ceará e Granja Portugal, na periferia de Fortaleza, na noite de domingo.

Supervisora das Defensorias Criminais, a defensora Patrícia de Sá diz que, até sexta-feira, dos 300 capturados pela polícia, 100 eram menores de 18 anos – há até um de 12, conforme relatou ao jornal O Estado de S. Paulo.

Entre os adolescentes detidos, contou Sá ao jornal, há três perfis distintos identificados: “Há aqueles que já tinham envolvimento anterior com a facção e participaram, há os que não têm envolvimento, mas eventualmente foram pagos para fazerem alguns atos criminosos, e outros agem por medo e ameaça das facções.”

Já são 204 ataques de facções criminosas registrados desde o dia 2 de janeiro. Os ataques foram iniciados após a decisão do governo do estado de não separar mais os integrantes de facções nas penitenciárias cearenses. Desde então, o Estado tem trabalhado na transferência de presos para presídios federais — foram transferidos 39 chefes de grupos criminosos para outras carceragens.

O governador do Ceará, Camilo Santana, sancionou no domingo as novas leis contra o crime organizado. Elas incluem a convocação de policiais militares e bombeiros militares da reserva para atuarem na região, assim como pagamento em dinheiro para quem fornecer informações à polícia que resultem na prisão de criminosos ou evitem ataques.

*Com informações da Folhapress

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