Associação Militar vai pedir afastamento de delegado envolvido na morte de PM

SARGENTO RODRIGUES

Associação Militar vai pedir afastamento de delegado envolvido na morte de PM

O militar foi morto com disparos de fuzil e pistola .40 por uma equipe comandada pelo delegado Oyama

Sargento foi morto pela equipe do delegado Oyama

Associação dos Praças Militares do Estado do Tocantins (APRA-TO) afirmou nesta terça-feira (15) que vai pedir o afastamento do delegado de Polícia Civil Cassiano Oyama de todas as suas funções até a conclusão do processo criminal que apura a morte do sargento José Maria Rodrigues de Almeida, de 50 anos.

O militar foi morto com disparos de fuzil e pistola .40 por uma equipe comandada pelo delegado durante uma abordagem por conta de som automotivo em um bar na capital, em abril de 2018. Na época, os policiais chegaram a ser afastados das ruas.

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A APRA disse que fará uma carreata em apoio ao sargento antes da primeira audiência sobre o caso, que ocorrerá no mês de março. A justiça aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) contra o delegado e os dois agentes envolvidos.

A APRA disse também que vai se reunir com os demais presidentes vinculados à Federação dos Praças Militares do Estado do Tocantins (Faspra-TO), na
próxima sexta-feira (18), e depois irá protocolar ofício ao governador Mauro Carlesse e ao secretário de Segurança Pública, Cristiano Barbosa Sampaio, solicitando a imediata suspensão do delegado Oyama de todas as suas funções. Uma cópia do documento também será encaminhada ao Ministério Público Estadual (MPE).

Entenda

O sargento da Polícia Militar José Maria Rodrigues de Almeida foi atingido por três tiros durante uma confunsão em um bar localizado em Taquaralto, região sul da capital, por volta da meia noite.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o delegado Cassiano Oyama havia sido chamado para um reforço policial no 5º DP. Ele e dois agentes passavam pelo bar quando perceberam o som alto e o sargento “visivelmente sob efeito de álcool”. O delegado disse que pediu para que ele abaixasse o volume, momento em que Rodrigues teria mostrado sua arma de fogo.

Os agentes contam que saíram do carro, apresentaram-se e pediram para que a arma fosse colocada no chão. Na sequência, segundo a versão dos policiais, o sargento se negou e apontou a arma para eles, momento em que dispararm quatro tiros, sendo que três atingiram a vítima.

O delegado e policiais afirmam que só depois de solicitar o socorro identificaram que a vítima era sargento da PM.

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