CPI DA “LAVA-TOGA”, PALHAÇADA?

CPI DA “LAVA-TOGA”, PALHAÇADA?

A CPI da “Lava-Toga” recuperou as assinaturas necessárias à sua instalação. Caso a Comissão seja de fato instalada, perguntarei depois, com o passar do tempo, aos incautos que estão comemorando a sua aprovação o seguinte:

— O que vão dizer quando perceberem que os juízes do STF não comparecerão para prestar depoimento na CPI, quando convocados pelos Senadores, já que o Poder Legislativo não tem poder para obrigá-los a comparecer em uma Comissão Parlamentar, e que os únicos que irão, de fato, serão Sergio Moro, Marcelo Bretas, e Gabriela Hardt?

— O que vão dizer ao perceberem que essa CPI, nascida da ideia romântica e ingênua de “passar a limpo” a atuação nebulosa dos magistrados da Suprema Corte nos meandros do Tribunal, na verdade servirá como um revanchismo contra os juízes que atuaram na Lava-Jato, e em outros processos que levaram à condenação de poderosos?

Definitivamente, o pessoal do “Lula livre” defender esse tipo de CPI esdrúxula ainda vai. De onde não se espera nada, é daí que não vem nada de bom mesmo. Mas os “isentões”, que dizem querer apenas um país melhor, correto, sem corrupção, e, pior, aquela nova modalidade de direitista auto-proclamada “lavajatista” (seja lá o que isso prega ou defende) postular algo dessa natureza (a CPI em questão) é demais.

Essa CPI não vai “investigar o Supremo e o Judiciário”, pois não pode fazê-lo; é totalmente inconstitucional. Muito ao contrário, ela servirá para investigar a atuação pontual de alguns magistrados (é aquela história: “já que foi instalada, então vamos aparar as arestas e limitar a sua atuação a algo factível e possível”).

E adivinhem quem serão esses magistrados?

Entendam isso, incautos, para depois não acharem que fizeram papel de palhaços.

Guillermo Federico Piacesi Ramos, Advogado e Colaborador do Movimento Avança Brasil

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