Empreiteiro preso em suposto esquema de fraude na construção de asfalto tem prisão revogada

Por G1 Tocantins

 


Apartamento de empresário, em prédio da orla de Palmas, foi alvo de buscas na segunda-feira (4) — Foto: Ana Paula Rehbein/TV AnhangueraApartamento de empresário, em prédio da orla de Palmas, foi alvo de buscas na segunda-feira (4) — Foto: Ana Paula Rehbein/TV Anhanguera

Apartamento de empresário, em prédio da orla de Palmas, foi alvo de buscas na segunda-feira (4) — Foto: Ana Paula Rehbein/TV Anhanguera

A Justiça revogou a prisão temporária do empreiteiro Welber Guedes de Morais na manhã desta sexta-feira (8). Ele estava preso na Casa de Prisão Provisória de Palmas desde a última segunda-feira (4), quando a Polícia civil realizou a segunda fase da Operação Via Avaritia.

A decisão é do juiz Fabiano Gonçalves Marques. Para ele, o empresário é réu primário e portador de bons antecedentes, além de possuir endereço fixo e ocupação lícita. Deste modo, a investigação “não estará comprometida com sua liberdade”.

O advogado do empresário informou que ele deve deixar a CPP ainda na manhã desta sexta-feira (8).

Entenda

O empreiteiro foi preso durante uma operação da Polícia Civil para combater um suposto esquema de corrupção e desvio de dinheiro público na construção de pavimentação asfáltica. Na última segunda-feira (4) foram cumpridas cinco ordens de buscas e apreensão, além da prisão temporária. Os mandados foram emitidos por duas decisões, uma de Palmas e outra de Alvorada, no sul do estado.

Conforme a investigação, o empresário seria dono de uma usina de asfalto que teria contratos com o governo estadual e vários municípios do Tocantins para construção de asfalto. Uma ordem de busca também foi cumprida no apartamento dele, em um prédio na orla de Palmas, próximo à Praia da Graciosa.

Outros três mandados de busca são contra o ex-superintendente da Secretaria de Infraestrutura, Geraldo Pereira da Silva Filho, e duas pessoas ligadas a ele: um motorista e um suposto laranja. O quinto mandado seria contra um superintendente da Agência Tocantinense de Transportes e Obras (Ageto).

Essa operação estaria ligada às investigações da operação que levou à prisão temporária de Geraldo Pereira da Silva Filho, e da filha dele, em julho deste ano.

A suspeita desta vez é de que a fraude estaria na composição do asfalto aplicado, que não incluía todos os componentes exigidos no contrato, deixando o produto mais barato e sem a qualidade esperada.

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