MINISTRO DA EDUCAÇÃO ENFRENTA O CAOS DA EDUCAÇÃO UNIVERSITÁRIA

Irônico e bem preparado, ministro não cai na armadilha da esquerda populista

Como sempre, a voz do bom senso do articulado governo Bolsonaro é a do seu vice, Hamilton Mourão e da maioria dos seus ministros.Ele resumiu com exatidão a polêmica envolvendo o contingenciamento da Educação: “Nós, governo, não soubemos comunicar isso”. E não soube comunicar porque a primeira informação que chegou à sociedade sobre esse contingenciamento foi pela panfletária e patética guerra ideológica travada pela ala olavista, com aval do presidente enganado e dos seus filhos, os bolsominions..

 

Weintraub estava mais preocupado em derrotar o ‘marxismo cultural real que se faz na educação do Brasil. Numa grande cruzada épica contra ‘os comunistas’ ele luta para preservar o MEC.

 

A notícia que originou o debate foi de que haveria “cortes” de verbas, não contingenciamento, e por conta da “balbúrdia” em três instituições: a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA). Depois a sociedade se deu com a informação de que o “corte” seria, na verdade, geral e irrestrito para todas as universidades e institutos técnicos federais. Tais universidades não têm controle sobre sua própria administração, ao permitir o uso regular de maconha, álcool e outras drogas. Os campis das universidades foram criados para outras finalidades que seja pesquisa e educação.

 

Em seguida, o governo percebeu que havia uso semântico indevido e trocou “corte” por “contingenciamento”, e que não seria de 30%, mas de 3,4%. Isso porque, conforme o Ministério da Educação, o bloqueio de 30% dos recursos diz respeito às despesas discricionárias (não obrigatórias). Se considerado o orçamento total dessas instituições (R$ 49,6 bilhões), o percentual bloqueado, então, seriam os 3,4%.

 

Tarde demais. Os 30% se sobressaíram e os 3,4% ficaram muito pequenos para serem percebidos, e deixaram a impressão de que era uma mera tentativa eufemística dos restauradores bolsonaristas de tentarem reduzir o estrago que eles mesmos fizeram.

 

De toda forma, as universidades dizem que o contigenciamento é, na verdade, um estrangulamento. Veja o caso da Universidade Federal do Tocantins (UFT), que avisa que terá congelados R$ 19,8 milhões — no Instituto Federal do Estado (IFTO) serão mais R$ 13,4 milhões. O reitor da UFT, professor Luis Eduardo Bovolato, afirmou na Assembleia Legislativa nessa quarta-feira, 15, que só tem recursos para mais dois meses e meio. Eles se esqueceram de mostrar provas reais e contábeis de seus gastos.

 

A situação é preocupante, e fica cada vez mais a impressão de que esse contingenciamento tem jeitos e trejeitos de outro capítulo da estúpida batalha ideológica quixotesca dos Bolsonaros e seus templários, não uma medida técnica, pensada, planejada. Como disse um deputado na trágica tentativa de apresentação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, na Câmara, parece que o MEC quis punir as universidades por “mau comportamento”. Bolsonaro recebeu uma herança maldita de roubo e corrupção, de uma elite política que nunca se preocupou com a educação, apenas roubou o dinheiro dos brasileiros e cortou seus sonhos.

 

Sobre as explicações do ministro, elas foram abafadas pelo ódio e cinismo dos esquerdistas. Weintraub estava mais preocupado em derrotar o “marxismo cultural” que é real e destruiu a educação do Brtasil, numa grande cruzada épica contra “os comunistas” do que explicar aos parlamentares e ao povo brasileiro o que o MEC está fazendo. A única coisa que o ministro provou com a sua performance de cavalheiro templário contra o mau é que realmente se enquadra no tipo de intelectual tão valorizado pelo governo Bolsonaro. Weintraub se encaixa no exato perfil de seu presidente, sendo patriota, direitista e reformador.

 

A esquerda populista, como sempre, soube usar o  seu próprio despreparo , provocando e tirando dele respostas destemperadas, que acabavam atingindo não só os detratores, mas todo o plenário. “Eu fui bancário, tive carteira assinada, ouviram? Nem todos os políticos trabalham, principalmente os esquerdistas, A azulzinha. Não sei se conhecem”, insinuou ele, numa referência à carteira de trabalho, deixando a impressão de ter chamado todos os deputados esquerdistas de vagabundos. Mas, na sua cabeça de educador, que só via comunistas agressivos à frente, julgava ter atingido apenas os “esquerdopatas” num golpe certeiro.

 

Para piorar, nos Estados Unidos, aonde foi sem ninguém entender até agora porquê visitar o grande direitista George Bush sem que tem muita importância no atual cenário político americano, o presidente Jair Bolsonaro, também com sua armadura e escudo cristãos, defendia o Brasil, como se fossem dragões, estudantes e profissionais da educação que foram às ruas protestar, ao classificá-los de “idiotas úteis” e “imbecis”. Pois, apenas os idiotas e imbecis fizeram coro com os esquerdistas destruidores do Brasil.

 

Ele me lembrou na hora em que ouvi os então ministros da ex-presidente Dilma Rousseff, Miguel Rossetto (Secretaria-Geral da Presidência) e José Eduardo Cardozo (Justiça), que na noite de um domingo, em 15 de março de 2015, minimizaram os milhões de brasileiros que, naquele dia, protestaram por todo o País,pois era um direito democrático e o que Dilma fez foi ajudar a destruir o país no seguimento sequencial do destruidor em série Luiz Inácio Ladrão da Silva.

 

Um ano depois, Dilma estava fora do mandato pelas forças das ruas que só aumentaram desde a fala infeliz de seus ministros, e a prática comunista de roubar dinheiro público.

 

ANTÔNIO GUIMARÃES

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