O martírio do juiz Alan Ide processado e afastado pelo TJTO é denunciado por José Omar

O martírio do juiz Alan Ide processado e
afastado pelo TJTO é denunciado por José
Omar
Processo administrativo contra juiz teve audiência nesta quinta; a ação penal é sigilosa e o acusa de
descumprir decisão judicial, desobediência, prevaricação e abuso de autoridade
22/08/2019 – 17:59
Afastado por 120 dias pelo Tribunal de Justiça (TJTO), mas prorrogação
também referendada pelos desembargadores em processo administrativo-, o
juiz de Tocantínia Alan Ide Ribeiro enfrenta seu martírio jurídico também em
uma ação penal na qual o Procurador Geral de Justiça (PGJ) José Omar o
denunciou criminalmente ao TTJO.
Audiência de instrução
No processo administrativo contra Alan, o Tribunal de Justiça realiza na tarde
desta quinta-feira, uma audiência de instrução para ouviu testemunhas do
caso.
Denúncia sigilosa
Já a denúncia criminal, de abril, tramita sob sigilo no gabinete da juíza Célia Régis, que substitui o
desembargado Amado Cilton Rosa, afastado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Nela, José Omar acusa o juiz de descumprimento de decisão judicial e desobediência, prevaricação
e abuso de autoridade de forma contínua e por mais de uma vez, desde abril de 2018 até os dias
atuais.
Ação milionária dos Bezerras de Melo
A denúncia diz respeito à atuação de Alan Ide sobre uma ação milionária, do próprio Ministério
Público, contra o Município de Lajeado, o escritório Melo & Bezerra Advogados, dos sócios Juliana
Bezerra de Melo Pereira e Fábio Bezerra de Melo, filhos do ex-procurador geral de Justiça Clenan
Juiz Alan Ide
Ribeiro, afastado
das funções pelo
Tribunal de Justiça
(Foto: Rondinelli
Ribeiro)
17/10/2019 O martírio do juiz Alan Ide processado e afastado pelo TJTO é denunciado por José Omar

Renaut Bezerra de Melo. A ação também cita o Escritório Brom e Brom Advogados Associados e
seus sócios Luciano Machado Paço e André Guilherme Cornélio de Oliveira Brom.
Conluio com o promotor
Curioso na denúncia de José Omar é a referência a uma suposta atuação do juiz mancomunado com
o promotor do caso, João Edson de Souza. “Como se não bastasse a tramitação diferenciada dada na
ACP contra os requeridos advogados, o denunciado agia de forma parcial em prol do membro do
Ministério Público”, diz José Omar na denúncia.
Em outro trecho, diz que o interesse do juiz em movimentar com certa celeridade e seletividade o
processo contra os advogados Juliana e Fábio é “explícito”. Segue o PGJ, que Alan Ide retardou o
andamento processual de outros processos para “dar uma tramitação diferenciada a este, bem como
atuou com total parcialidade” e priorizou os pedidos do promotor.
Sem denúncia contra João Edson
Chama a atenção que embora cite textualmente esse “conluio” do juiz com o promotor, José Omar
não tenha denunciado o promotor.

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