Parece que a esquerda acabou: mataram a galinha dos ovos de ouro

Parece que a esquerda acabou: mataram a galinha dos ovos de ouro

 

Liberato Póvoa

 

Acabo de ler um excelente artigo de Stephen Charles Kanitz, que, no seu blog, analisa a queda da esquerda no Brasil.

Inicialmente, cumpre esclarecer que o articulista, apesar de seu nome, não é estrangeiro: é um consultor de empresas e conferencista brasileiro, mestre em Administração de Empresas da Harvard Business School e bacharel em Contabilidade pela Universidade de São Paulo.

Tornou-se conhecido no Brasil principalmente por sua coluna na revista Veja, entre 1998 e 2009, na seção “Ponto de Vista”.

Assim, tem cabedal suficiente para criticar, elogiar e emitir opiniões.

Profundo conhecedor da realidade política brasileira e mundial, resumiu, em linguagem simples e acessível, numa comparação, o que é a esquerda e a direita.

Segundo ele, a esquerda sempre precisou de dinheiro, de muito dinheiro, para se sustentar, enquanto que a direita, por sua vez, não dependia de recursos, porque é composta de adolescentes que estudaram quando estudantes, trabalharam quando jovens, pouparam quando adultos, e portanto sustentar-se nunca foi um grande problema.

Enquanto a direita progride, a esquerda protesta nas Organizações não Governamentais (ONGs) e nos cafés filosóficos, sempre vivendo do dinheiro dos outros, espelhando-se em Karl Marx, que sempre viveu às custas de amigos, heranças e do companheiro Friedrich Engels.

Kanitz diz que nunca viu um esquerdista que não viva às custas do Estado, inclusive os empresários esquerdistas que votam no PT e PSDB e vivem às custas do BNDES. 

Nos tempos áureos a esquerda tomou para si até países inteiros (China, União Soviética, Cuba, por exemplo), onde a esquerda se locupletou anos a fio.

Essa esquerda gananciosa foi lentamente sugando a totalidade do capital usurpado da sua direita, até virar pó. Foi essa a verdadeira razão do fim do muro de Berlim. A esquerda faliu, como os governos de que eles apoderaram.

No Brasil, a esquerda também aparelhou e tomou Estados e Municípios, e conseguiu quebrá-los. Socialistas como Delfim Netto, FHC, Maria da Conceição Tavares ainda vivem às custas do Estado com duas ou mais aposentadorias totalmente imorais.

Só que o dinheiro fácil acabou. Sem dinheiro, a esquerda brasileira começou a roubar, roubar e roubar com uma volúpia jamais vista numa democracia. Vieram o “mensalão”, o “petrolão” e outros escândalos.

Mas graças à atuação do juiz Sergio Moro, até esse canal se fechou para a esquerda brasileira.

Sem a Petrobras, as estatais, o BNDES, o Ministério da Previdência, o Ministério da Educação, a esquerda brasileira não tem mais quem a sustente.

O problema da esquerda hoje é outro e muito mais sério. Como esquerdistas vão se sustentar daqui para a frente? Como artistas plásticos e apadrinhados políticos vão se sustentar sem saber como produzir bens e produtos que a população queira comprar? Sabe-se que de uns tempos para cá eles viveram às custas dos benefícios da “Lei Rouanet”. Que triste fim para todos os que se orgulhavam de pertencer à esquerda brasileira!

Esta é a realidade e a verdade nua e crua: o socialista acha que o Estado tem a obrigação de prover as suas necessidades.

O pior é que, vendo a esquerda se locupletar e sempre se dando bem, a direita aprendeu, e está se tornando igualmente corrupta, fazendo a honestidade – que é mera obrigação – transformar-se em virtude.

 

(Publicado no “Diário da

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