Pistoleiro que matou cigano em Paraíso tinha tabela de preços e cobrava até R$ 300 mil por morte, diz polícia


A Polícia Civil descobriu a motivação do crime que deixou um homem morto e outro em estado grave em Paraíso do Tocantins, na região central do estado, durante o mês de fevereiro. O suspeito do crime foi identificado e preso em Brasília (DF). O criminoso seria um pistoleiro que cobrava até R$ 300 mil para cometer os assassinatos.

O crime aconteceu no setor Nova Fronteira, no dia 8 de fevereiro. As duas vítimas eram ciganas. Um homem, de 41 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu após ser socorrido, enquanto o enteado dele, de 22 anos, ficou em estado grave e segue internado.

Segundo a polícia, o crime ocorreu porque a vítima de 41 anos estava tendo um relacionamento amoroso com uma mulher casada em outro estado. A investigação foi feita pela 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (6ª DEIC) de Paraíso do Tocantins.

“Inicialmente, conseguimos apurar que foi uma execução, um crime encomendado, uma vez que identificamos o autor como sendo um matador de aluguel, um pistoleiro que age, nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e também no Tocantins”, explicou o delegado-chefe Hismael Athos.

A prisão do suspeito, de 39 anos, foi em Brasília, em uma operação realizada por civis e militares. Durante as investigações, a polícia descobriu que o matador de aluguel trabalhava com uma tabela de preços que variava entre R$ 30 mil e R$ 300 mil.

O suspeito segue preso em Brasília, mas será transferido para o Tocantins. Ele foi indiciado pelos crimes de homicídio qualificado e duas tentativas de homicídio. O caso continua sendo investigado para determinar quem encomendou a morte.

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