Portal da Transparência aponta redução de operações do Banco do Empreendedor e desmente informação divulgada por Carlesse

Portal da Transparência aponta redução de operações do Banco do Empreendedor e desmente informação divulgada por Carlesse

Governador-candidato divulgou material comemorando empréstimos de mais de R$ 1,7 milhão que teriam sido concedidos pela instituição em cerca de cinco meses; no entanto, números indicam que os empréstimos no máximo chegaram a R$ 407 mil em todo 2018

Na busca por convencer o eleitor, o governador-candidato à reeleição Mauro Carlesse (PHS) e sua coligação divulgaram, nesta quinta-feira, 23 de agosto, material à imprensa (http://www.ogirassol.com.br/economia/com-carlesse-banco-do-empreendedor-ja-injetou-r-17-milhao-na-economia e https://gazetadocerrado.com.br/2018/08/23/banco-do-empreendedor-ja-injetou-r-17-milhao-na-economia-iremos-fortalece-lo-ainda-mais-afirma-carlesse/) no qual comemoram um suposto trabalho forte “para promover a inclusão de centenas de pequenos empreendedores que buscam na captação de recursos viabilizarem seus pequenos negócios” via empréstimos de R$ 1,7 milhão concedidos pelo Estado através do BEM (Banco do Empreendedor) de abril a agosto. No entanto, os números apresentados por Carlesse não estão de acordo com as informações do próprio Portal da Transparência do governo do Estado (http://www.transparencia.to.gov.br/despesas/#!Despesas).

Portal mostra outra realidade

Considerando apenas os valores pagos, o Portal da Transparência mostra que de janeiro a agosto deste ano o Banco do Empreendedor teve uma despesa total de R$ 3,84 milhões, sendo R$ 3,43 milhões (89,39%) de pessoal e encargos sociais. O montante gasto com outras despesas correntes, onde poderia estar os empréstimos, foi de apenas R$ 407 mil (10,60% do total). Caso sejam levados em contas os valores liquidados, a diferença é ainda pior, pois a despesa com pessoal e encargos sociais aumenta ainda mais e as outrsa despesas correntes não têm qualquer alteração.

No texto à imprensa, Carlesse e sua coligação afirmam que o dinheiro foi emprestado “para microempreendedores da cidade e do campo, servidores públicos, mototaxistas e pessoas interessadas em tirar a primeira habilitação”.

O texto ainda traz declaração de Carlesse, que tenta se promover a partir da divulgação dos números possivelmente falsos: “É uma forma de fazer a economia do estado girar, gerar empregos e principalmente oferecer empréstimo com juros muito abaixo dos praticados pelas grandes instituições financeiras”

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