Tocantins: 3 renúncias de governadores, 2 cassações e a sina de governos incompletos

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HISTÓRIA POLÍTICA VERGONHOSA

Tocantins: 3 renúncias de governadores, 2 cassações e a sina de governos incompletos

Estado vem convivendo com renúncias e cassações desde 2006.


14/03/2022 16h41 – Atualizado há 2 horas

Nenhum governador para na cadeira mais cobiçada do Palácio Araguaia desde 2006

A sina de governos incompletos se repetiu mais uma vez no Tocantins, o estado mais jovem do país, criado em 1988. A última vez que um governador eleito pelo povo em eleições gerais terminou o mandato foi entre 2003 e 2006, na primeira gestão de Marcelo Miranda (MDB).

Desde então, o estado não consegue se livrar desse cenário intermitente de instabilidade política. São renúncias, cassações e governos provisórios.

1ª RENÚNCIA

A primeira renúncia ao cargo de governador ocorreu em abril de 1998 e muitos dos jovens não se recordam desse episódio. Na época, Siqueira Campos renunciou ao cargo para disputar a reeleição e possibilitar a candidatura de familiares. O governo ficou sob o comando do então vice Raimundo Boi até 31 de dezembro daquele ano. Siqueira venceu as eleições e reassumiu o governo em 1º de janeiro de 1999.

1ª CASSAÇÃO

No pleito seguinte, em 2002, Marcelo Miranda (MDB) foi eleito para sua primeira gestão, sendo o último governador a ter concluído o mandato. Reeleito em 2006, Miranda foi cassado em 2009.

GOVERNO INTERINO

Na época, Carlos Henrique Gaguim era o presidente da Assembleia Legislativa e assumiu interinamente o governo, e depois foi eleito indiretamente (pelo voto dos deputados) em 9 de setembro de 2009. Tentou ser reeleito em 2010, mas acabou sendo derrotado por Siqueira Campos.

2ª RENÚNCIA

Em 4 de abril de 2014, Siqueira renunciou pela 2ª vez ao mandato de governador, novamente em prol de um projeto político familiar que não deu certo. O então vice-governador João Oliveira já havia renunciado dias antes.

GOVERNO INTERINO

De novo, o estado foi obrigado a ‘engolir’ mais um governador interino: o presidente da Assembleia Legislativa, Sandoval Cardoso. A gestão dele durou pouco meses, apenas de abril a dezembro de 2014, pois fora derrotado nas eleições daquele ano pelo ex-governador Marcelo Miranda.

2ª CASSAÇÃO

Assim, Miranda voltava ao Palácio Araguaia pela 3ª vez, mas seu mandato foi interrompido novamente, em abril de 2018, por outra cassação, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

GOVERNO INTERINO

Então, mais uma vez, um presidente da Assembleia Legislativa assumia interinamente o comando do Palácio Araguaia. Era Mauro Carlesse, eleito e reeleito em 2018, nas eleições suplementar e gerais. Porém, a sina de governos incompletos não parou por aí.

3ª RENÚNCIA

O novo e mais recente capítulo dessa vergonhosa história inclui o afastamento de Carlesse, determinado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), por suspeitas de corrupção, em outubro de 2020, que se findou com sua renúncia na última sexta-feira (11 de março) para evitar o processo de impeachment que tramitava na Assembleia Legislativa.

NOVO GOVERNO

Horas após a renúncia, o vice Wanderlei Barbosa (sem partido) assumiu o governo definitivamente para concluir o mandato de seu ex-aliado, até 31 de dezembro de 2022.

Wanderlei passa a ser o oitavo político a ocupar o cargo de governador ao longo da história do Tocantins – alguns governadores tiveram mais de um mandato. Durante a posse ele já sinalizou que pretende buscar a reeleição em outubro.

Tocantins é o único estado do país com esse histórico político nas últimas duas décadas.

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