DEPUTADO AMÉLIO CAYRES NA MIRA DA JUSTIÇA TEM R$ 297 MIL BLOQUEADOS

Deputado Amélio Cayres tem R$ 297 mil
bloqueados por decisão judicial em ação sobre
caso IPROS
Decisão atinge outros envolvidos num suposto esquema de desvio de emendas parlamentares que
tiveram sigilo bancário quebrado por decisão do juiz José Maria de Lima
15/10/2019 – 17:26
A Justiça Estadual decretou o bloqueio de R$ 297,6 mil das contas do deputado Amélio Cayres
(SD) e de todos os alvos de uma ação de improbidade ajuizada em agosto pelo promotor Miguel
Batista, da 22ª Promotoria de Justiça da Capital.
Para o juiz há “fortes indícios de irregularidade” dos envolvidos no mau uso de recursos públicos
para pagamentos de shows com emenda do deputado em Esperantina, Buriti e Augustinópolis.
Diante do risco de demora na tramitação do processo, o que pode inviabilizar o futuro ressarcimento
dos valores supostamente desviados, o juiz Jose Maria de Lima decretou o bloqueio de R$
297.638,50 em bens do deputado e dos empresários João Paulo Silveira, Max Célio, Iury Rocha,
Iuri Aguiar, e as organizações que controlam, a Max Serviços, L. A da Silva Locação e o Instituto
Prosperar. José Maria de Lima também determinou que o bloqueio ocorresse nas contas bancárias e
de veículos registrados em nome deles.
Além do bloqueio, o magistrado também requereu à Receita Federal o dossiê integrado de todos
eles, incluindo operações imobiliárias de 2016 a 2018 e quebrou o sigilo bancário dos alvos. A
Amélio Cayres (Foto: Lia Mara)
15/10/2019 Deputado Amélio Cayres tem R$ 297 mil bloqueados por decisão judicial em ação sobre caso IPROS

medida inclui contas de depósitos, contas de poupança, de investimentos e outros, além dos valores
mantidos em instituições financeiras.
A ação pedia essas medidas de forma liminar e, ao final, pede a condenação do parlamentar por
improbidade administrativa, por enriquecimento ilícito e dano ao erário, decorrente de emendas
parlamentares usadas para pagar shows em Esperantina, Buriti do Tocantins e Augustinópolis, na
região do Bico do Papagaio.
Ação criminal
Os alvos são os mesmos alvos de investigação da Operação ONGs de Papel, da Polícia Civil, mas
na esfera criminal da Justiça Estadual. Essa ação, por tratar de improbidade, na esfera cível, tramita
na Vara da Fazenda Pública da Capital, primeira instância. Segundo o promotor, houve desvio de
dinheiro público de emenda parlamentar do deputado Amélio para pagamento dos shows de artistas
entre 2016 a 2017 totalizando R$ 600 mil.
O valor era repassado ao Instituto Prosperar em termos de colaboração firmados com a Secretaria
Estadual de Desenvolvimento Econômico e Turismo. Desse valor, a promotoria levantou R$ 297,6
mil supostamente desviados.
Com as medidas que envolvem sigilo bancário o juiz decretou sigilo da ação.
Alvo está preso
Um dos alvos dessa ação cível, o empresário João Paulo Silveira, está preso desde a Operação
Imhotep, realizada pela Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU) na quarta-feira,
2 de outubro, quando a investigação alcançou o servidor comissionado da Assembleia Legislativa,
Irisfran Pereira, chefe de gabinete do deputado Amélio Cayres (SD), e familiares do servidor.

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