João de Deus segue para presídio após quatro horas de interrogatório

João de Deus segue para presídio após quatro horas de interrogatório

O líder espiritual prestou depoimento durante mais de quatro horas. O líder espiritual ficará em uma cela de 16 m² com outros três presos

Igo Estrela/ Metrópoles

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IGO ESTRELA/ METRÓPOLES
Manoela Albuquerque
Luísa Guimarães

Enviadas especiais a Goiânia – Após mais de quatro horas de interrogatório, o médium João de Deus deixou a Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) pouco depois das 22h deste domingo (16/12). Seguiu para o Instituto Médico Legal (IML), para exame de corpo de delito. De lá, seu destino será o Núcleo de Custódia do Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia (GO), onde passará a noite.

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO), o líder espiritual ficará em uma cela de 16 m² com outros três presos. A previsão inicial é de que ficasse isolado, devido a sua idade (76 anos) e natureza sexual das acusações que lhe levaram à prisão: ele teria abusado de centenas de mulheres, brasileiras e estrangeiras.

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, André Fernandes, o médium não confessou ter cometido os abusos sexuais. “Ele apresentou a versão dele para cada um dos casos”, contou. Os investigadores questionaram João de Deus sobre as denúncias de 15 mulheres que registraram ocorrência e prestaram depoimento na Deic. A transcrição do interrogatório preencheu sete páginas.

O líder espiritual deve ser ouvido novamente pelas autoridades nesta segunda (17). Seus defensores, que consideram a prisão injustificada, pretendem impetrar um pedido de habeas corpus, também nesta segunda, para liberá-lo ou, ao menos, conseguirem a conversão para o regime domiciliar.

Confira imagens do momento que João de Deus deixou a delegacia:

Ao deixar o prédio da unidade policial, o advogado de defesa de João de Deus, Alberto Toron voltou a pedir cautela na apuração dos cosas. “Soa estranho que uma mulher que se diga violentada volte tantas vezes volte para o atendimento. É preciso que se julgue antes de qualquer condenação”, disse.

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