IVERMECTINA,CLOROQUINA E AZITROMICINA MATA COVID 19 E ACABA COM A PROPINA

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O vermífugo mágico?
Mata piolho, combate sarna, ataca elefantíase.

Depois da cloroquina, hidroxicloroquina e do Redemsivir, a bola da vez como solução milagrosa contra a covid-19 é a ivermectina.

O vermífugo tem sido prescrito como “preventivo” para a doença ou até como medicação se o paciente foi contaminado pelo novo coronavírus e está na fase inicial da infecção.

A repórter Marcella Fernandes conversou com diversas fontes do meio científico e foi em busca das pesquisas já realizadas ou em curso sobre o remédio. Aqui está tudo que ela apurou sobre a ivermectina.

Alguns spoilers para você:

Inibe a replicação do vírus em laboratório: Estudo publicado na Antiviral Research indica que o fármaco foi capaz de inibir a replicação do SARS-CoV-2 in vitro (em laboratório). Os pesquisadores alertam, porém, que, para ter efeito em humanos, a dose teria de ser 10 vezes maior do que foi testado.

“Esse resultado quase inviabiliza o uso em humanos porque aumenta muito a dose, daí aumenta a chance de ter efeitos no sistema nervoso central e pode ter efeitos adversos desconhecidos porque a ivermectina nunca foi usada nessa dose”, afirma a consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia Raquel Stucchi.

Elimina coronavírus, mas também a célula: O Instituto de Ciências Biomédicas da USP fez uma triagem de drogas incluindo a ivermectina e a nitazoxanida, outro antiparasitário investigado contra a covid-19. Segundo resultados preliminares, as duas drogas não tiveram desempenho satisfatório. Elas eliminaram o vírus das amostras, mas também mataram as células.

Maioria dos médicos que a prescreve não é infectologista nem pneumologista: “São muitos médicos que talvez queiram se autopromover. Claro que seria ótimo se tivesse uma solução mágica. Seria ótimo se tivesse uma água benta que fizesse milagre”, adverte Stucchi ao HuffPost.

Algumas prefeituras distribuem ‘kit covid’ com o vermífugo: “A gente não sabe como isso funciona. Tem o problema da posologia e da interação medicamentosa. Tanto a ivermectina quanto a azitromicina são tomadas por via oral. Você pode ter uma interação desde a absorção, distribuição, excreção, um pode interferir no outro”, critica Sandra Farsky, vice-presidente da Associação Brasileira de Ciências Farmacêuticas.

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