MAURO CARLESSE PERSEGUE ENFRAQUECE A POLICIA CIVIL:Documento detalha ao MP 5 investigações com prejuízos em 48 horas após a remoção dos delegados

 Documento detalha ao MP 5 investigações com prejuízos em 48 horas após a remoção dos delegados

Documento detalha ao MP 5 investigações com
prejuízos em 48 horas após a remoção dos
delegados
Apenas a remoção dos 4 delegados da DECOR afetou além da Via Avaritia os inquéritos de contrato
sobre segurança privada na Assembleia Legislativa, que incluía oitiva da nova diretora da
DRACCO, ex-diretora da Casa no mesmo dia em que saíram os atos de remoção, e ainda a
investigação sobre o sobrinho do governador, no caso do Plansaúde, e sobre a chefia da Casa Civil
no caso da Agência de Fomento
08/11/2019 – 17:57
O Ministério Público do Tocantins está com um documento remetido por delegados de Polícia Civil
contendo informações apontando os prejuízos e embaraços causados às investigações de combate à
corrupção em andamento, após a remoção de Delegados de Polícia nas primeiras 48 horas após a
saída dos 4 delegados de Polícia que integravam a Divisão Especializada na Repressão à Corrupção
(DECOR), a principal especializada nesse tipo de crime.
O documento servirá para embasar o procedimento aberto pela Procuradoria-Geral da Justiça nesta
sexta-feira, 8, para apurar essas remoções dos delegados, incluindo Luciano Barbosa de Souza Cruz,
Gregory Almeida Alves do Monte, Guilherme Rocha Martins e Bruno Sousa Azevedo, removidos
da DECOR.
Inquéritos da Via Avaritia
A coluna já mostrou que o primeiro prejuízo e embaraço para a investigação se fizeram consumados
no adiamento do empreiteiro Welber Morais, pelos delegados sucessores da Divisão Especializada
na Repressão à Corrupção (DECOR).
A estratégia de investigação se desfez porque, ao adiar um dos atos fundamentais para a obtenção
do depoimento do investigado restou prejudicado, tanto que a Justiça determinou sua soltura
incontinente, numa demonstração de que os sucessores não possuem qualquer experiência em
investigações de crimes contra a administração.
Mas outro prejuízo para essa operação se dá na análise do que as operações apreenderam. Se o
material apreendido no cumprimento dos mandados de busca e apreensão da primeira fase, em julho
deste ano, ainda estava em análise, a triagem e exame do material apreendido na segunda fase, na
09/11/2019 Documento detalha ao MP 5 investigações com prejuízos em 48 horas após a remoção dos delegados
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segunda-feira 4, também estava sob incumbência dos delegados de Polícia que integravam a
DECOR.
Os investigadores apontam que há no material apreendido “veementes indícios da presença de uma
organização criminosa atuando na Secretaria de Infraestrutura do Tocantins e na Agência
Tocantinense de Obras, composta por empresários e por agentes públicos”.
Busca e apreensões barradas
A remoção impediu também nova fase para busca e apreensões que seriam realizadas na quintafeira.
Após a exoneração do ex-diretor Evaldo Gomes, em cumprimento ao manual de procedimentos da
Polícia Civil, os investigadores comunicaram à nova diretora, da DRACCO, Cinthia Paula de Lima,
por ofício de n.º 398/2019-DECOR, no dia 6, sobre o deslocamento para cidade do interior em
cumprimento de medidas de busca e apreensão.
Nesse mesmo dia à noite, o Diário Oficial trouxe os atos que removeram os delegados da
investigação. Com isso, não houve autorização para cumprir os mandados na manhã do dia 7,
quinta-feira.
Como o novo delegado-chefe da DECOR, Raimundo Cláudio de Paula Batista, não se apresentou
no dia seguinte, a nova diretora despachou para que ele renovasse o pedido de cumprimento dos
mandados.
09/11/2019 Documento detalha ao MP 5 investigações com prejuízos em 48 horas após a remoção dos delegados
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Inquérito da Jorima na Assembleia intimou nova diretora da
DRACCO
Os delegados também apontam que houve prejuízo a um inquérito que investiga se há fraudes e
superdimensionamento de serviços em contrato da Assembleia Legislativa com a empresa Jorima
Segurança Privada.
Segundo o documento, a nova diretora, a delegada de Polícia Cinthia Paula de Lima, estava
intimada para prestar esclarecimentos no dia 6 de novembro, a mesma data em que todos os
delegados foram removidos.
A delegada exerceu o cargo de Diretora Administrativa da Assembleia Legislativa na gestão da
deputada Luana Ribeiro (PSDB) e “expediu pareceres técnicos e atestou medição de contratos de
prestação de serviços”, diz o documento. “É possível que a tal intimação tenha contribuído para as
remoções consubstanciadas nos atos n.º 2415/2413, publicados na noite do mesmo dia”, afirmam.
Inquérito sobre sobrinho do governador
O documento em posse do MPE mostra que na véspera dos atos de remoção, a DECOR instaurou
inquérito policial no Tribunal de Justiça (TJTO) para investigar eventuais crimes contra a
administração pública e organização criminosa envolvendo o Plansaúde e um dos investigados é o
secretário de Estado e sobrinho do governador Mauro Carlesse (DEM), Claudinei Aparecido
Quaresemin, com dois boletins de ocorrência registrados por um denunciante, ainda não
identificado.
Inquérito sobre o chefe da Casa Civil
No inquérito que investiga o secretário-Chefe da Casa Civil, Rolf Costa Vidal, na apuração sobre a
Agência de Fomento, a oitiva do ex-presidente da agência Maurilio Ricardo Araújo de Lima
marcada para esta sexta-feira, 8, e da testemunha Poliana Lima Carneiro, na quinta-feira, 7, também
foram adiadas.

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